Estudo de prevenção diminui risco e trata trombose venosa em cirurgias plásticas
Toda cirurgia, por menor que seja, envolve riscos. Por isso, a prevenção a condições negativas no antes e no depois dos procedimentos tem ganhado cada vez mais pesquisas. Um estudo do curso de Fisioterapia aborda esse tema na relação com cirurgias plásticas, com foco em pacientes do Alto Vale que passam por procedimento no Hospital Samária, em Rio do Sul/SC, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Trata-se de um estudo clínico realizado por professores e acadêmicos do curso que faz a intervenção e o acompanhamento no pré, trans e pós-operatório. A proposta de trabalho busca a prevenção, o controle e o tratamento do principal fator da estagnação sanguínea com base na Tríade de Virchow.
COMO ACONTECE
A primeira etapa do projeto abrange a triagem dos pacientes encaminhados para o ambulatório de Fisioterapia vascular na Clínica de Fisioterapia. A triagem é feita com base em escalas científicas que apontam risco de Trombose Venosa Profunda e de embolia pulmonar. Após a aplicação das escalas e avaliação antropométrica, os pacientes são classificados em baixa, média e alta probabilidade da condição. A partir daí, são divididos em grupos de risco para receber abordagens direcionadas.
O grupo 1, de alto risco, passa por duas sessões semanais, durante duas semanas, de drenagem linfática manual associada ao Treinamento Muscular Inspiratório (TMI) e a exercícios localizados de treinamento muscular antes da cirurgia. Durante o procedimento é feito o uso do aparelho antitrombótico. No pós-operatório ocorrem mais duas sessões semanais de drenagem, treinos respiratórios e exercícios localizados por cinco semanas.
O grupo 2, de risco intermediário, passa por duas sessões por semana de drenagem linfática manual e uso de aparelho antitrombótico no procedimento. Depois da cirurgia, duas sessões por semana de drenagem linfática manual associada a treino respiratório ao longo de cinco semanas. Os pacientes deste grupo ainda são submetidos à aplicação de linfotaping no período pós-operatório.
Já, o grupo 3, de menor risco, é submetido apenas à mesma quantidade e perído de sessões de drenagem linfática manual, antes e depois do procedimento.
O estudo permite estratificar o risco de tromboembolismo, verificar os impactos do uso das técnicas no intra e no pós-cirurgia plástica, além de criar um protocolo de prevenção inovador na região para que os pacientes do hospital tenham uma recuperação rápida e efetiva. Neste sentido, acadêmicos e profissionais envolvidos no projeto promovem abordagens mais eficazes, com redução de custos, tempo de internação e de impactos na saúde e rotina dos pacientes.
PROJETO DE PESQUISA
ESTUDO DA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE TROMBOSE VENOSA NO PRÉ, TRANS E PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS PLÁSTICAS
OBJETIVOS
> Avaliar técnicas de prevenção e tratamento de trombose venosa em cirurgias plásticas.
> Criar protocolo de prevenção.
> Treinar uma equipe de apoio e atendimento multiprofissional nesses processos.
> Aplicar Escores de Risco para Trombose Venosa e Embolia Pulmonar.
QUEM PARTICIPA
Prof. Me.Paulo Roberto Santos Lopes – responsável pelo projeto
Profª Drª Ana Inês González
Profª Drª Josie Budag Matsuda
Prof. Me. Luis Otavio Matsuda
Acadêmicos de Fisioterapia
APOIO: FAPESC (EDITAL CP 51/2024 – ACAFE)
PÚBLICO-ALVO
Pacientes do Alto Vale que passam por cirurgia plástica no Hospital Samária e atendidos pelo Sistema Único de Saúde.
LOCAL
Ambulatório de Fisioterapia Vascular na Clínica de Fisioterapia – Campus da Unidavi – Rio do Sul/SC.