Prática artística, tridimensionalidade orgânica e sustentabilidade

Escrito por Universo Unidavi

16/01/2026

Um laboratório onde o futuro arquiteto desenvolve não apenas a técnica, mas a sensibilidade, a criticidade e o repertório cultural necessários à sua formação profissional. Um espaço onde a prática artística manual na tridimensionalidade está focada em formas orgânicas e sustentáveis – criando assim uma arquitetura que não apenas funcione, mas que inspire, respeite o planeta e estabeleça uma relação sensível com o ser humano.

 

Assim, define-se a Unidade Curricular (UA) de Estudo da Forma II no curso de Arquitetura e Urbanismo – um campo essencial para transpor o pensamento bidimensional do desenho para a realidade tangível do espaço construído.

 

De acordo com a professora Mestre, Patricia Moretti, que ministra a Unidade, a prática manual de construção de maquetes e modelos não é só um mero exercício de representação, mas sim um ato de conhecimento e síntese. “O arquiteto, em sua essência, é um artista que molda espaços para a vida humana”, comenta.

 

Nesse contexto, a UA tem a missão de consolidar a percepção espacial, a sensibilidade expressiva e a capacidade criativa.  Utiliza, portanto, a prática artística manual como vetor principal e o desafio da tridimensionalidade orgânica e sustentável como tema central.

 

“Ao trabalhar com as mãos, o acadêmico é estimulado a internalizar conceitos de proporção, escala, massa e vazio, desenvolvendo uma inteligência espacial que transcende a frieza dos softwares digitais. A mão que corta, cola e modela estabelece uma conexão íntima com o material, permitindo um ciclo rápido de experimentação e crítica que aprimora as habilidades perceptivas de forma incomparável”. –  Prof.ª M.a Patricia Moretti

 

O DESAFIO DA FORMA ORGÂNICA

A forma orgânica, inspirada na natureza e marcada pela ausência de ângulos retos e pela fluidez das curvas, exige uma sensibilidade ímpar do projetista. Em Estudo da Forma II, a modelagem de formas orgânicas é um exercício de expressão criativa que liberta o aluno da rigidez geométrica. A plasticidade e a continuidade das superfícies orgânicas o desafiam a pensar para além das restrições euclidianas, estimulando a imaginação criativa e a busca por soluções estruturais e estéticas inovadoras. É na tentativa e erro da modelagem manual que a ideia abstrata se materializa com personalidade e sensibilidade.

 

A URGÊNCIA DA SUSTENTABILIDADE

A escolha por uma execução que incorpore a sustentabilidade eleva a prática artística e tridimensional a um patamar de responsabilidade ética. A sustentabilidade, neste contexto, é abordada em duas frentes cruciais:

 

1. Materialidade Consciente: o uso de materiais reciclados, reutilizados ou de baixo impacto ambiental (como papelão, madeira de reuso, fibras naturais ou bioplásticos) no desenvolvimento dos modelos força o estudante a pensar a viabilidade construtiva e o ciclo de vida do seu projeto desde a fase conceitual. Isso transforma o modelo em um protótipo de arquitetura ecológica.

 

2. Conceito Ambientalmente Responsável: a forma orgânica sustentável deve dialogar com os princípios da biomimética, ou seja, aprender com as soluções encontradas pela natureza. Isso envolve modelar formas que otimizem o uso de luz natural, ventilação cruzada ou captação de recursos, integrando o projeto ao seu entorno de forma harmoniosa e eficiente.

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