Jornal Escolar – Assim falamos e somos ouvidos muito mais alto!
Desafio proposto: planejar, elaborar, publicar e distribuir um jornal escolar como periódico registrado, que associe escrita, apuração e comunicação jornalística à participação estudantil em diferentes suportes de mídia.
Desafio cumprido: nasce o jornal A VOZ DA HUMANIDAVI, uma publicação autoral do Colégio Universitário Unidavi que reúne interdisciplinaridade e tecnologia como recurso didático. A distribuição é gratuita e direcionada a toda a comunidade escolar e seus familiares.
O veículo circula, sem interrupções, desde 2015, inicialmente com foco no Ensino Médio. A partir de 2018, passou a receber todas as turmas: do 1º Ano do Ensino Fundamental – Anos Iniciais ao 3º ano do Ensino Médio.
Por meio do projeto evidenciam-se os desafios e os benefícios em utilizar as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) como aliadas ao processo de ensino e aprendizagem. Assim, professores e alunos tornam-se coautores de um periódico rico em informações de qualidade.
COMO ACONTECE
A proposta do jornal A VOZ DA HUMANIDAVI baseia-se nas relações entre pesquisa, estudante e professor. Define o papel do professor como orientador do trabalho conjunto, coletivo e individual e o do estudante como parceiro na construção do conhecimento – que deve ser estimulado a desenvolver argumentações e questionamentos frente ao mundo.
A edição é anual e circula tanto na versão impressa, quanto digital. E o corpo editorial, composto por aqueles que se identificam com a proposta, redige e publica textos no blog do Colégio, bem como, no Instagram do jornal.
A interdisciplinaridade está presente em todas as edições, a fim de contextualizar as questões abordadas em sala de aula com as experiências vividas. Na avaliação, os professores-editores consideram as dimensões atitudinais, procedimentais e conceituais relativas à ação, ao engajamento e à articulação das propostas pelos alunos participantes. Ao final do trimestre, é atribuída uma nota no Itinerário Formativo de Linguagens.
SAIBA MAIS
PROJETO JORNAL A VOZ DA HUMANIDAVI
OBJETIVOS
> Proporcionar experiências de leitura e escrita de diferentes gêneros textuais.
> Realizar o levantamento e a análise de fontes jornalísticas.
> Promover análise crítica de gêneros textuais, artísticos e imagéticos.
> Planejar e realizar ações de distribuição e circulação das publicações em diferentes mídias.
> Desenvolver ações de curadoria textual e imagética.
> Compartilhar e comunicar as propostas pedagógicas desenvolvidas na escola, nas diferentes áreas do conhecimento.
> Produzir textos em diversos formatos, considerando suportes, como blog e publicações no Instagram.
QUANDO
Período final do 2º semestre do ano letivo.
QUEM PARTICIPA
Profº Me. Everton Leandro Chiodini – Editor e coordenador.
Profª Me. Viviane Steinheiser Burger – Editora e coordenadora.
Estudantes do 1º Ano do Ensino Fundamental – Anos Iniciais ao 3º ano do Ensino Médio.
> CONHEÇA O JORNAL – A VOZ DA HUMANIDAVI
> CONFIRA O INSTAGRAM
“Vivemos em uma sociedade em que o fluxo de informações é acelerado e acompanhado por uma avalanche de atualidades e subjetividades. Na escola, que está inserida neste cenário, surgem desafios: como receber, processar e utilizar essas informações? Como despertar a consciência da relevância e da necessidade de filtrar e analisá-las de forma cautelosa e proveitosa? Como desenvolver habilidades de leitura contextualizada, escrita e análise social? Eis, o Jornal como resposta”.
Profº Me. Everton Leandro Chiodini – Editor e coordenador.
E O JORNAL SE TRANSFORMA EM DISSERTAÇÃO
O projeto do jornal A Voz da Humanidavi, do Colégio Unidavi, é tão inspirador que, em 2025, foi tema da dissertação da professora Viviane Steinheiser Burger – que divide a coordenação e edição com o professor Mestre, Everton Leandro Chiodini.
Com o título: “Educação que comunica: desvendando os caminhos transmidiáticos do jornal ‘A Voz da Humanidavi’” o estudo foi defendido em agosto no Mestrado em Educação, na Universidade Regional de Blumenau (FURB). A docente-editora nos conta um pouco dessa experiência.
POR QUE A ESCOLHA?
“A escolha por pesquisar o jornal que coordeno nasceu de uma vivência muito próxima, construída ao longo dos anos. Sempre vi nesse projeto um grande potencial educativo, capaz de ultrapassar as barreiras da sala de aula e de aproximar os estudantes da escrita, da comunicação e, principalmente, do sentimento de pertencimento. Escrever a dissertação foi também revisitar histórias, reencontrar vozes e compreender que a educação acontece quando damos espaço para que o outro fale, escreva, imagine e se reconheça como parte do processo”.
COMO FOI A PESQUISA?
“Acompanhar a trajetória do jornal, desde suas edições impressas até sua presença nas plataformas digitais, despertou em mim o desejo de compreender como essa experiência se transformou em uma verdadeira ferramenta de aprendizagem e diálogo dentro da escola. Na pesquisa, de natureza qualitativa, com método de estudo de caso, apoiei-me em autores que inspiram práticas pedagógicas mais humanas e participativas, como: Paulo Freire, Célestin Freinet, Dermeval Saviani, Ismar Soares, Maria Aparecida Baccega, Henry Jenkins e Carlos Alberto Scolari, entre outros, que refletem sobre a integração entre educação, comunicação e tecnologias digitais”.
QUAIS FORAM OS RESULTADOS?
“No estudo, analisei a evolução transmidiática do jornal, que passou a se manifestar por meio de diferentes linguagens, como texto, imagem, vídeo e redes sociais, promovendo um aprendizado mais dinâmico, colaborativo e conectado com a realidade dos estudantes. Ao longo da pesquisa, percebi que o jornal se tornou um espaço de escuta, criação e expressão, onde cada aluno encontra a oportunidade de ser autor, de ser ouvido e de compartilhar suas visões de mundo. Mais do que um objeto de estudo, representa um movimento humano de educação que comunica, acolhe e transforma”.